Operação do Gaeco mira fraude em contratos de limpeza urbana

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento cautelar de três agentes públicos em 28 de outubro de 2026. A operação do Gaeco ocorreu em Pouso Alegre e em outros três municípios do Sul de Minas; um mandado de prisão preventiva ainda estava em cumprimento na divulgação inicial.

A investigação apura suspeitas de corrupção, fraude em licitações e irregularidades em contratos de limpeza urbana. As apurações começaram em 2023, a partir de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

Além de Pouso Alegre, as medidas foram cumpridas em São Gonçalo do Sapucaí, Gonçalves e Varginha, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil de Minas Gerais. O MPMG informou que os alvos das medidas ainda não haviam sido detalhados.

Segundo as apurações, um grupo empresarial do setor teria oferecido vantagens indevidas a agentes públicos municipais para obter benefícios em contratos de serviços urbanos. A investigação também aponta indícios de superfaturamento, incluindo prejuízo estimado em contratos analisados em São Gonçalo do Sapucaí.

Mandados e afastamentos cumpridos em quatro cidades do Sul de Minas

As medidas foram executadas por diferentes unidades do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Entre elas estão a Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal e a 5ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre.



Também participaram a Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Sul de Minas e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Pouso Alegre. A atuação conjunta dessas unidades integrou a operação realizada pelo MPMG.

Na divulgação inicial, o órgão informou que a operação seria detalhada em uma coletiva de imprensa. A apresentação estava prevista para as 11h, na sede do MPMG em Pouso Alegre.

Investigação apura vantagens indevidas e superfaturamento em contratos de limpeza urbana

Os contratos investigados envolvem serviços de coleta de resíduos sólidos, transporte e destinação final do material em aterros sanitários, além da locação de caminhões. Esses serviços compõem as contratações públicas de limpeza urbana analisadas pelo Ministério Público.

As apurações também apontam indícios de superfaturamento nos contratos firmados após as contratações. A estimativa de prejuízo informada pelo MPMG se refere aos acordos analisados em São Gonçalo do Sapucaí.

Para esse município, o valor estimado é de aproximadamente R$ 4 milhões entre dezembro de 2021 e abril de 2026. O montante corresponde ao recorte de contratos de São Gonçalo do Sapucaí citado na investigação.



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