Menina de 3 anos vai para casa após morar em hospital de MG desde que nasceu

A trajetória da pequena Lívia

A história de Lívia é marcada por desafios significativos. Com apenas 3 anos de vida, essa garotinha passou a maior parte de sua existência em um hospital, enfrentando uma jornada repleta de intervenções médicas e cuidados especializados. Desde seu nascimento, ela lutou contra complicações sérias relacionadas à mielopatia por compressão, uma condição que afeta a medula espinhal, exigindo uma atenção constante e especializada.

Desafios enfrentados no hospital

Lívia nasceu com uma condição raríssima, requerendo cuidados médicos intensivos que implicavam longas internações. Após uma cirurgia inicial nas primeiras semanas de vida para aliviar a pressão na medula espinhal, sua jornada no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG), começou. A menina enfrentou não apenas a cirurgia, mas também meses de recuperação, os quais foram marcados por tratamentos na UTI e, posteriormente, na pediatria. Durante este período, a pequena precisou de suporte em várias áreas, uma vez que as sequelas da compressão afetaram sua mobilidade e algumas funções vitais.

A importância do atendimento domiciliar

Após três anos em ambiente hospitalar, a conquista do direito ao atendimento domiciliar foi um marco na vida de Lívia e sua família. A Justiça decidiu que o Estado e o município de Borda da Mata (MG) arcariam com os custos dos cuidados que ela necessitava em casa. Isso proporcionou à família a possibilidade de dar um novo passo em sua recuperação e reintegração à vida doméstica, agora com a possibilidade de um ambiente mais acolhedor e familiar.

menina de 3 anos vai para casa

O papel da mãe na recuperação

A mãe de Lívia, Mariana Borges, desempenhou um papel fundamental nesta trajetória. A dedicação de Mariana foi ilustrada por suas viagens diárias de Borda da Mata até o hospital, onde o vínculo entre mãe e filha se consolidou mesmo em meio a adversidades. “O hospital se tornou uma extensão da minha casa”, comenta. Com a alta da filha, ela agora se prepara para dar um atendimento ainda mais personalizado e íntimo, repleto de amor e dedicação, fatores que são essenciais na recuperação de qualquer criança.



Equipamentos médicos essenciais em casa

Para que Lívia pudesse ter uma adaptação tranquila ao seu novo lar, a família criou um quarto que contava com todos os dispositivos médicos necessários. Isso inclui aparelhos de respiração, sondas de alimentação, oxigênio e até um gerador de diesel para casos de falta de energia, garantindo que os cuidados sejam contínuos e adequados. A presença desses dispositivos assegura uma qualidade de vida mais rica e proporciona à família um senso de segurança em relação ao tratamento da menina.

Busca por tratamentos alternativos

Com a alta hospitalar, a busca por tratamentos complementares não parou. Mariana está empenhada em investigar novas possibilidades de cuidado, como terapias em Campinas (SP), que podem ajudar Lívia a recuperar ou melhorar suas habilidades. Uma das esperanças é a cirurgia para retirar o desfibrilador, possibilitando que sua filha disk seja parte de um programa de fala.

Vida após a alta hospitalar

A adaptação à vida em casa é um desafio, mas a felicidade e o brilho no olhar de Lívia ao voltar para seu quarto demonstram que ela está em um ambiente onde pode se sentir segura e amada. Mariana enfatiza que o sorriso da filha a motiva a continuar buscando o melhor para sua saúde. O lar oferece uma nova perspectiva de vida, onde cada dia é uma nova oportunidade de aprendizado e crescimento.

Apoio da comunidade

O apoio da comunidade foi fundamental durante todo o processo. Tanto o município quanto o Estado contribuíram para que Lívia pudesse ter o atendimento domiciliar que precisava. Além disso, o envolvimento de amigos e familiares oferece um suporte emocional que é vital para a recuperação e adaptação da menina e sua mãe à nova rotina.

Dispositivos médicos e sua utilização

Os dispositivos médicos em uso são essenciais para assegurar a saúde de Lívia. Desde o monitoramento dos sinais vitais até o fornecimento de oxigênio, cada equipamento desempenha uma função crítica. Mariana e sua família aprenderam a manejar esses dispositivos para garantir que a filha receba o tratamento adequado, permitindo que ela viva com mais conforto e segurança.

O que vem a seguir para a família

Mariana e Lívia agora enfrentam novos desafios. Com a casa como novo espaço de cuidados, a expectativa é de que, com a assistência correta e amor incondicional, Lívia possa explorar suas potencialidades e viver de forma mais plena. O caminho é longo, mas o amor e a determinação de Mariana garantem que sua filha tenha a oportunidade de viver uma vida digna e feliz fora das paredes do hospital.



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